Dia 3: O Adeus ao Grande Ídolo
E chegamos ao fatídico dia de primeiro de maio, o dia que o Brasil- e o mundo- perdeu um ídolo.
Após os acontecimentos de sábado, todos os pilotos voltaram abalados para o dia da corrida.
Senna então, passou a manhã reunido com vários pilotos, tentando recriar a Comissão de Segurança dos Pilotos, que visava a segurança no esporte. Ele se ofereceu para liderar, já que era um dos pilotos mais velhos e experiente da categoria.

A corrida começou com Ayrton, que era piloto da Williams, largando da pole. Mas logo no procedimento de largada, descobrimos que o domingo também seria caótico.
J.J. Lehto deixou sua Benetton “morrer”. Muitos pilotos desviaram, mas Pedro Lamy, bateu na traseira de Lehto, o que trouxe o Safety Car pra pista por 5 voltas.
Esse acidente, feriu não só os pilotos, mas telespectadores que estavam nas arquibancadas.
O Safety Car saiu na volta 6 e na 7, o Senna já vinha fazendo a fastest lap e abrindo distância de Schumacher.
O que ele não sabia, é que essa seria sua última volta.

Ao entrar na perigosa curva Tamburello, a coluna de direção do carro de Ayrton se parte, ele perde o controle, chocando-se, de forma violenta contra o muro.

A telemetria e as investigações mostraram que Senna reduziu a velocidade, no momento que percebeu que ia bater, de 300km pra 200km.
A equipe de resgate local ao perceber a gravidade do acidente, esperou o médico e transferiu Senna para o hospital de helicóptero.
O médico que o atendeu no local do acidente, disse que pela mexida que Ayrton deu na cabeça e a forma como seus olhos estavam,os danos cerebrais eram extensos.
Ele afirmou também, que o piloto brasileiro estava calmo e pleno, como se sua alma estivesse sendo recolhida.

Durante o momento do acidente, as comunicações no autódromo ficaram caóticas.
Teve piloto indo pro box, trocando pneus e voltando pra pista quase colidindo com o helicóptero de resgaste – nesse momento, redflags eram sacudidas de forma vigorosa para sinalizar o perigo.
Tivemos um erro de pit, que causou mais um acidente, já que o pneu solto, machucou dois mecânicos.

Após a saída do helicóptero, a corrida foi reiniciada, contrariando todos os protocolos de segurança e expondo mais uma vez, de forma leviana, os pilotos ao extremo risco.
A FIA, como sempre, provou que quem manda é o dinheiro e não, a segurança de seus pilotos.
E assim, tivemos a conclusão da prova, que teve como vencedor Michael Schumacher e o pódio mais triste da história.

Do hospital, veio a noticia que devastava o Brasil e o mundo:
Ayrton Senna da Silva havia falecido em decorrência do acidente!
Acidente esse, que poderia ser evitado. Se a FIA, ao invés de punir e silenciar seus pilotos- como fez inúmeras vezes com Ayrton- desse voz e os valorizasse.
Acidente que poderia ter sido evitado, se não tivessem abafado e fraudado o local do óbito de Roland no dia anterior.
Por causa da negligência, levianidade e irresponsabilidade da FIA, mais uma vida foi tomada.

Uma nação se despedia de um ídolo nacional, o mundo perdia uma lenda do esporte.
E acima de tudo, uma mãe perdia um filho, família e amigos perdiam um ente querido, uma namorada perdia seu parceiro.

E no coração de muitos, ficava um espaço vazio e de dor.

Mas Ayrton era semente e deu MUITOS frutos. Conquistou o carinho, respeito e admiração entre todas as gerações. Não precisa ter visto Senna correr para se inspirar, amar e admirar o Ayrton.
Não importa a idade ou nacionalidade, a legião de fãs e admiradores de Senna não tem fronteiras, idade, gênero ou raça. Tem o amor pelo esporte e pelo que Senna proporcionou dentro e fora das pistas.
Medidas de segurança hoje são aplicadas de forma mais severas, regulamentos foram mudados e todos se espelham no ídolo, pra continuar a caminhada.

Em 2024, ao completar 30 anos do fatídico race weekend, o piloto Sebastian Vettel fez um tributo em Ímola. E ao guiar a McLaren do mestre, ergueu 2 bandeiras, num gesto que era característico do piloto brasileiro. Ao fazer isso, ele disse: ” era isso que Senna faria”.

A que ele se referia? Ao fatídico dia!
Foi noticiado que, ao inspecionar o carro do brasileiro após o acidente, acharam uma bandeira da Áustria.
O intuito? Fazer uma póstuma homenagem ao colega abatido.

Largando da pole position, a vitória já era certa e esperada.
Então, há 31 anos, Ayrton acelerou e o Brasil acelerou com ele. Animado para escutar o tema da vitória…
Que nunca veio…





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